Embargo a carne bovina Produtores rurais buscam alternativas no mercado financeiro para protegerem seus negócios

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Empresários do setor agropecuário buscam alternativas para se prevenir de oscilações de moedas estrangeiras, que tem impacto direto nos preços finais de seus produtos. Uma alternativa de proteção são os ativos financeiros que têm como objetivo “travar” a taxa de câmbio, pela qual receberão por produtos vendidos e comprados do exterior. A Plátano Investimentos de São José dos Campos, que atende empresários e investidores que importam e exportam produtos, tem feito assessorias indicando o melhor caminho para o momento de imprevisibilidade por conta do embargo da carne bovina.

Desde o começo do mês, o ministério da agricultura anunciou a suspensão de exportações de carne bovina porque um animal em Mato Grosso contraiu a chamada “doença da vaca louca”. Com essa medida, todos os produtos derivados do animal também sofreram restrição comercial do país asiático, que é o principal mercado de carne do Brasil, e o segundo em volume, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).

Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram o maior atraso na safra de milho da história, fazendo com que os preços das mercadorias derivadas do milho, como a ração animal, disparassem. Os preços dos ativos no mercado futuro, negociados na bolsa de Chicago, tiveram uma alta expressiva, refletindo o momento de incerteza para o agronegócio.

A má qualidade de comunicação e educativa do governo faz com que os produtores rurais não conheçam ferramentas adequadas para se prevenirem de eventos climáticos que têm prejudicado o planejamento financeiro.

“A guerra comercial envolvendo a China e os Estados Unidos prejudica ainda mais o ambiente de negócios no Brasil, pois em momentos de instabilidade os investidores acabam deixando de investir em países menos seguros como é o caso do Brasil, que tem vivido crises políticas e econômicas sucessivas”, explicou o economista e assessor de investimentos Gustavo Neves.

Médios e grandes produtores têm procurado assessores de investimentos a fim de realizar operações de Hedge Cambial as quais, por meio de contratos futuros de produtos agrícolas, fixam os preços para a venda e compra, que mais sofrem oscilações de preços em épocas de crise, devido a volatilidade do câmbio, incertezas climáticas e ao que chamamos de “risco de mercado”, conseguindo dessa forma proteger seus investimentos.

Em um mercado globalizado como o das commodities, cada oscilação do câmbio brasileiro afeta diretamente o planejamento das empresas.

Segundo dados do IPAR (Indicador de Preços Agropecuários Rural Business) entre os primeiros semestres de 2018 e 2019, houve uma queda de quase 13,9% nos preços da saca de milho negociada, já a saca de soja teve um aumento de 8% entre o início dos meses de maio e junho de 2018 e 2019.

Este controle cambial utilizado pelo agronegócio pode ser usado pelas empresas exportadoras e importadoras para se protegerem de oscilações do mercado, tais como a volatilidade do dólar e alta/queda dos preços influenciados por desastres naturais e guerras comerciais.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, São José dos Campos teve uma alta nas exportações em 10,47%, sendo essas exportações responsáveis por mais de 1 bilhão de dólares. É a segunda no ranking de exportações no Estado e a sétima no ranking no Brasil.

Números significativos, mas que expõem a fragilidade dos empresários joseenses diante da guerra entre os americanos e chineses. “Nesse momento o empresário precisa de ferramentas e produtos financeiros que assegurem o cumprimento do seu planejamento comercial, mesmo que o mundo sofra abalos geopolíticos imprevisíveis”, finalizou Gustavo Neves. (Renata Vanzeli – Solução Textual) 

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