Aprender brincando: atividades educativas favorecem o desenvolvimento infantil

Aprender brincando: atividades educativas favorecem o desenvolvimento infantil
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Especialista do Senac São José dos Campos ensina brincadeiras para todas as faixas etárias

Já sabe como entreter os pequenos neste Dia das Crianças? Considerar os brinquedos caros e as atividades superelaboradas as únicas maneiras de proporcionar diversão pode ser um pensamento equivocado. Uma boa dose de criatividade transforma qualquer objeto em personagem de uma história de ficção, em um meio de transporte interplanetário ou em ingrediente para uma cozinha imaginária.

De acordo com Débora Reale, docente da área de hotelaria e turismo do Senac São José dos Campos, a criança que brinca desenvolve suas emoções, enrique a imaginação e estreita os laços sociais. “A qualidade da brincadeira vale mais do que o seu tempo de duração e o preço dos presentes ganhados. O que vai formar a memória afetiva é a felicidade que aquele momento eternizou”.

A docente cita como exemplos de atividades integrativas: convidar a criança para preparar uma receita que não ofereça risco com queimaduras ou cortes; criar brinquedos e artesanatos usando materiais recicláveis; estimular a leitura por meio da contação de histórias; e produzir tintas que serão usadas para colorir desenhos em papel e massinhas de moldar, usando ingredientes não tóxicos.

“As brincadeiras antigas também continuam sendo aliadas para promover o desenvolvimento cognitivo e emocional. Corrida do saco, adoleta, trava-línguas, ping-pong na colher, mímica, pular elástico, bolha de sabão, caça ao tesouro, pista de corrida ou casinhas de boneca, acampar dentro de casa e sessão de cinema são atividades que nunca saem de moda e têm material de fácil acesso”, garante a docente.

Débora destaca que os aparelhos eletrônicos têm sido vistos como vilões, mas também podem favorecer o desenvolvimento infantil. “Existem jogos educativos, aplicativos que ensinam idiomas, matemática e até ciência. O segredo está em estabelecer uma rotina e encontrar o equilíbrio entre atividades on-line e off-line”, afirma.

Ainda em dúvida de como tornar os dias mais divertidos? Confira as brincadeiras que a docente indica para cada faixa etária:

0 a 1 ano – Bebês se interessam mais por objetos de morder, cores e chocalhos que emitem som. Coloque esses itens em um tapete, com o bebê de barriga para baixo, e a diversão estará garantida por horas.

1 a 2 anos – A criança tem mais domínio do corpo e interage com o mundo ao redor. Músicas, espelhos que ajudam no reconhecimento corporal, livros, revistas, jogar bola e teatrinhos são bem-vindos nessa fase.

2 a 4 anos – Atividades ao ar livre ajudam a gastar energia. Quebra-cabeça com peças grandes, barracas, bonecos com roupas para vestir e tirar, argila, massinha e tinta ajudam no desenvolvimento intelectual.

5 a 6 anos – É a fase da autonomia e de construir sua própria identidade. Interagir com amiguinhos se torna mais interessante e atividades como andar de bicicleta, pular corda e aulinhas de culinária são mais atraentes.

7 a 9 anos – A vida escolar intensa e as atividades extracurriculares tomam mais espaço na rotina. A criança tem mais interesse por jogos de inteligência, livros e revistas em quadrinhos, e brincar de caça ao tesouro.

10 a 12 anos – Fase de maior desafio para os pais e responsáveis, a criança se vê desinteressada pelas brincadeiras. Hora de valorizar a socialização por meio de atividades artísticas, desafios mentais e práticas esportivas. (Lucas Carvalho – Alameda Comunicação)